GILSON PERANZZETTA
O maestro, pianista, compositor e arranjador Gilson Peranzzetta é um dos raros artistas brasileiros que merecem o título de “músico completo”. Gilson é um estilista da música, sua performance como pianista e arranjador tem personalidade, criatividade, delicadeza, e requinte, sem jamais perder a brasilidade.Dono de uma técnica apuradíssima, faz parte do seleto grupo de instrumentistas que criam verdadeiras obras-primas a cada improviso. Esta “assinatura” foi a razão que levou o maestro Quincy Jones a incluí-lo entre os maiores arranjadores do planeta, em entrevista dada a José Maurício Machline. Peranzzetta recebeu três prêmios SHARP DE MÚSICA, melhor arranjador, melhor compositor e melhor intérprete. Em sua discografia contabiliza 39 cd’s solo lançados, além de centenas de trabalhos como orquestrador e tem atualmente 150 músicas compostas. Super requisitado como arranjador e produtor musical Peranzzetta trabalhou desde os dezoito anos com os mais renomados artistas nacionais, tais como Roberto Menescal, Leny Andrade, Simone, Fátima Guedes, Gal Costa, Elizete Cardoso, Gonzaguinha, Joana, Edu Lobo, além de ter sido, por dez anos, pianista, diretor musical, produtor e arranjador de Ivan Lins.
Com sólida carreira no exterior suas músicas foram gravadas por Sarah Vaughn, George Benson, Patti Austin, Jack Jones, Terence Blanchard, Dianne Schurr, Quincy Jones, Toots Thielemans e Shirley Horn. Apresenta-se com frequência no Japão, Estados Unidos, França, Holanda, Suiça, Grécia e Espanha. No Japão, gravou para a JVC o cd "Reflections" em duo com o violonista Sebastião Tapajós. Por ocasião do Quinto Centenário de Madrid, dividiu o palco com os grandes pianistas Tete Montoliu (Espanha) e Emilio de La Peña (Argentina), no antológico espetáculo Três Pianos de Cauda.
Em 1999 Peranzzetta criou seu próprio selo “Marari Discos”, que teve como primeiro lançamento o cd “RUA MARARI”, onde está registrada a trilha sonora original que compôs para o documentário “Everest - Uma Conquista Brasileira”. Atualmente o selo já tem 11 cds lançados.
Além de seu trabalho de piano solo Peranzzetta tem um duo há mais de 20 anos com o saxofonista e flautista Mauro Senise, um duo com o violonista Sebastião Tapajós, um trio de música popular com Zeca Assumpção – baixo e João Cortez – bateria, um trio de música de câmara com David Chew – cello e Mauro Senise e apresenta-se como solista e arranjador de orquestras sinfônicas e big bands .
A produção musical de Gilson para cinema e televisão vai do documentário à ficção. Ele assina a trilha de Everest – Uma Conquista Brasileira de Valdemar Niclevski; fez os arranjos para o filme Woman on Top, de Fina Torres; compôs “Ciúme” para o filme Dom de Moacyr Góes. Também teve sua composição “Sorriso de Luz” incluída no seriado Labirinto da Rede Globo; “Love Dance” no seriado Dallas; e “Setembro” incluída na trilha de Boys’n the Hood, de John Singleton.
Anualmente apresenta-se nos Estados Unidos, Europa e Japão, além de por três anos consecutivos ter sido foi convidado pela WDR Big-Band da cidade de Colônia – Alemanha para fazer arranjos e regência de programas e shows de música brasileira para a rede de rádio e televisão alemã WDR.
Em novembro de 2007 apresentou-se no Festival de Jazz de Madri, lançando seu cd de piano solo “Bandeira do Divino”, e no Kölner Philharmonie, em Colônia – Alemanha como regente e arranjador da WDR Big-Band.
Em março de 2008 volta a Europa, dessa vez para se apresentar na Finlândia, no Festival Frutas Tropicales, em Helsinki.
Em junho de 2008 foi convidado para fazer o Projeto Aquarius, espetáculo que levou 20.000 pessoas ao Forte de Copacabana. Gilson fez todos os arranjos e orquestrações para a Orquestra Petrobrás Sinfônica, com regência do Maestro Isaac Karabtschevsky, tendo atuado também como solista, ao piano. Os outros solistas convidados foram o violonista, Turíbio Santos, o saxofonista e flautista Mauro Senise e a cantora Leila Pinheiro. Em 2008 Peranzzetta lançou seu novo cd “Êxtase”,em duo com Mauro Senise, em um memorável concerto na Sala Cecília Meireles com a participação especial da Orquestra de Cordas dos Sonhos.
Com o Falecimento de Paulinho Albuquerque , produtor dos dois CDS “CARTOLA E NELSON CAVAQUINHO” Leny Andrade e Gilson Peranzzetta resolveram prestar uma homenagem a ele por ter proporcionado a oportunidade de gravarem esses MESTRES tão queridos e famosos por suas OBRAS. O próprio Paulinho Albuquerque convidou ao cartunista LAN , para fazer as duas caricaturas. O mesmo Paulinho Albuquerque, pediu ao ALDIR BLANC , para escrever as contra capas dos dois CDS, e com sua forma única escreveu as palavras certas para cada álbum.
Assim escreveu Aldir Blanc no CD do Cartola & Nelson Cavaquinho
Em 1988
CARTOLA E LENY
Para Homenagear os oitenta anos de Cartola, m a voz intemporal de Leny Andrade;Bate outra vez com esperanças o meu coração pela força intuitiva de Cartola e a exuberância técnica de Leny Andrade. A Estupidez dos frustrados falsos gênios que dirigem a produção artística no pais coloca nossos melhores criadores lavando carro ou confinados num simulacro de limbro,condenados a reviver as eventuais glorias do passado.Eles sofrem e morrem, mas a arte que fazem sobrevive como as composições de Cartola, como as interpretações de Leny. A Grande Arte sobrevive dando uma banda no tempo. Não se trata de usar a maquína de Wells, nem de redescobrir proustianamente o passado e sim de botar uma linga – einsteins de fora pros ponteiros do relógio.Musica popular faz isso com agente : a certeza que devo chorar por que tive sim,sempre tenho essa emoção de , ouvindo nossos mestres , ser frágil como eles- emoção acrescida da ilusão de que posso talvez vir a ser grande como eles.Passado,presente e futuro se harmonizam num instante perfeito dentro da gente . Musica.Bate outra vez com espernças o meu coração.
Uma batida diferente ao perceber a riquíssima técnica de Cartola e a intensa intuição da Leny.
Minha filha, devidamente uniformizada ,grita:- Pai ta na hora!
Ela não sabe que , por um instante,pairo,eterno,acima dessas coisas.
Um instante de Leny na eternidade de Cartola.
Um instante de Cartola na eternidade de Leny.
Aldir Blanc /texto escrito em 1988
Nelson Cavaquinho/Leny
Se depois de tudo muito bem peneirado,orepertótio de Nelson Cavaquinho é metafísico , e se os porres,os cinzeiros sujos e traições nos contam sobre sua luta entre o Bem e o Mal, Leny Andrade é sua intérprete.Porque nenhuma outra cantora é capaz de nos conduzir com tamanha leveza ás alturas, em nos arremessar,com graves imersos em segundas intenções,no desespero e na dor.
Outra característica importante neste disco é que o compositor de primeira linha não tem dono e pode receber infinitas leituraqs:Leny já havia provado isso em Cartola , e agora repete a dose com Nelson Cavaquinho.
Prezados ouvintes , atenção para o detalhe: ao cantar compositores eternos, Leny está construindo,uma nota por nota, seu próprio arco-iris.
Aldir Blanc
Neste show estarão no palco:
Leny Andrade – Voz /Direção Musical
Gilson Peranzzetta –Piano /Arranjos e direção musical
João Castilho – Guitarra
Erivelton Silva – Bateria
Paulinho Trumpete : Trumpete
André Rodrigues- Baixo
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